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19 de fevereiro de 2020

Teoria das restrições: tire as suas principais dúvidas sobre esse conceito

Desenvolvido nos anos 70 pelo físico israelense Eliyahu Goldratt, a Teoria das Restrições (TOC, do inglês Theory of Constraints) é um modelo de gestão baseado em uma filosofia com foco na lucratividade. Com o objetivo de elevar o lucro de uma empresa o mais rápido possível, essa teoria trabalha combatendo as restrições do sistema empresarial.

Pode parecer muito complicado, mas na aplicação prática, os resultados tendem a ser claros e consistentes. Esse combate, por exemplo, tem a ver com o método de enxergar uma corporação como um conjunto de processos interligados, em vez de segmentados.

Quer entender melhor sobre a teoria das restrições e descobrir como ela pode trazer benefícios para a sua empresa? Então continue acompanhando este artigo.

O que é a teoria das restrições e como ela se aplica?

Elaborada por Eliyahu M. Goldratt no livro “A Meta” (1984), a teoria das restrições foi desenvolvida como uma proposta para auxiliar empresas a promover mudanças na gestão por meio da lógica, do pensamento sistêmico e da metodologia científica.

As etapas dessa proposta partem de uma premissa muito mais básica do que se imagina. Segundo a teoria, a aplicação prática no dia a dia corporativo deve começar com a reflexão e busca por respostas para as seguintes perguntas:

  1. O que deve ser mudado?
  2. Qual o motivo da mudança?
  3. Como começar a mudança?
  4. Quais são os resultados que a empresa obterá ao final?

Mas o que são as restrições?

Se você ainda não entendeu de que modo o termo “restrição” se aplica na prática da companhia, basta pensar que uma restrição é aquilo que impede sua empresa de alcançar seus objetivos. Como cada empresa tem metas diferentes, as restrições podem significar coisas distintas. Ainda que, muitas mantenham a obtenção do lucro e o bom funcionamento do negócio como objetivos principais.

Vale dizer que as restrições se dividem em dois tipos básicos: as físicas e as não físicas. As restrições físicas estão ligadas aos recursos físicos e posses, como equipamentos e ferramentas. As restrições não físicas variam entre si, englobando procedimentos da organização, demandas específicas e, até mesmo, a maneira como a empresa lida com problemas.

Uma vez que a empresa consegue identificar quais são essas restrições, suas chances de crescimento só tendem a aumentar, assim como suas possibilidades para alcance dos resultados de forma contínua.

Como utilizar a teoria das restrições?

Agora que você já sabe o que é essa teoria e como o mapeamento das restrições pode trazer vantagens, chegou a hora de aprender a colocar tudo em prática.

1. Identifique a restrição principal

Primeiramente, busque encontrar a restrição que está impedindo o ganho financeiro imediato do empreendimento. Essa é a restrição principal (ou restrições), que pode ser interna ou externa. Sendo que a interna está conectada com as operações dentro da empresa (oferta) e a externa tem a ver com o mercado (demanda).

A boa dica para o mapeamento rápido é procurar pelo posto de trabalho que requer maior tempo na cadeia de produção para cumprimento da demanda.

2. Melhore a restrição

Depois que você encontrou a restrição que está atrasando o retorno financeiro da empresa, chegou a hora de explorá-la. Isso significa que você deve implementar melhorias e novas práticas com o objetivo de elevar a capacidade do recurso.

A ação precisa ser imediata. Trata-se de transformar a restrição em uma capacidade produtiva capaz de gerar benefícios corporativos.

Quer exemplos? Se a fraqueza identificada for um profissional, descubra o que pode ser feito em prol de aumentar sua habilidade produtiva. Se a restrição for um processo errôneo, veja se é possível mudar o sistema ou utilizar outras estratégias.

3. Sujeite todos os outros processos à restrição

É muito importante saber que todos os outros recursos e sistemas da organização precisam ser maiores do que a limitação, porém não superiores a ela. Caso sejam muito superiores à restrição, eles entrarão em desperdício.

Assim, você deve adequar a produção da empresa para alcançar os objetivos e metas conforme a restrição existente. Exemplificando, imagine novamente que a raiz do problema é a capacidade de um profissional. De que vai adiantar impulsionar todos os colaboradores a produzirem mais? Pelo contrário. A tendência é que o problema persista até que seja solucionado.

Se a capacidade de um profissional é uma restrição que trava a empresa, há alta probabilidade que esse colaborador seja o gestor de um departamento. Ou seja, independentemente do desempenho dificilmente a equipe dele conseguirá bons resultados.

4. Eleve a restrição do sistema

Enquanto no segundo passo falamos sobre a implementação imediata de novas práticas e melhorias, agora é o momento de elevar a restrição ao máximo da sua capacidade.

Nesse sentido, se o elo mais fraco representar um gargalo de produção, você pode elevar a capacidade adquirindo novas máquinas e equipamentos, ou aplicando metodologias e ferramentas para a melhoria contínua com o foco no combate aos desperdícios e aumento da produtividade. Já uma restrição externa pode pedir investimentos mais expressivos no setor de marketing e vendas.

5. Inicie o processo de mapeamento de restrição novamente

Quando a restrição inicial é, de fato, eliminada, o ideal é todo o processo se reiniciado em busca de verificar se existem novas restrições. Nada pode impedir a empresa de crescer e alcançar seus resultados. Essa é a metodologia por trás da TOC.

Sendo assim, lembre-se que a melhoria contínua é fundamental para o processo como um todo. Se durante a monitoração você se certificar de que o recurso tratado continua sendo uma restrição do sistema, não hesite e refaça alguns passos. O mesmo vale ainda que seja preciso retornar para a primeira etapa.

Como você viu, a teoria das restrições é uma filosofia desenvolvida com base em técnicas de programação linear para planejar a produção. Para potencializar e aumentar os lucros de um negócio, ela promove um mapeamento completo do o sistema, abrindo portas para a identificação de falhas e propostas com soluções. Nada melhor do que uma ação dessas para incentivar melhorias nos processos da sua empresa!

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